O cliente pede: “manda assinado digitalmente”.

Essa frase quer dizer duas coisas completamente diferentes, e normalmente quem pede não separou qual delas quer. A confusão custa caro nos dois sentidos — gente cobrando certificado digital de cliente que nunca vai ter um, e gente aceitando um “ok” de WhatsApp como se fosse contrato.

Menu do lançamento com as opções "Assinar com Certificado Digital" e "Assinatura Eletrônica (ZapSign)"

As duas aparecem no mesmo menu, no lançamento — e resolvem coisas diferentes. Os dados desta tela foram substituídos por fictícios.

As duas perguntas

A diferença fica simples quando se olha para o que cada assinatura responde.

Assinatura digital com certificado responde: este documento saiu mesmo desta empresa, e ninguém mexeu nele depois?

Assinatura eletrônica responde: a outra parte concordou com isto?

São perguntas diferentes. É por isso que uma não substitui a outra.

Assinatura digital: a empresa assina

Aqui quem assina é a sua empresa, com o certificado A1 — o mesmo arquivo que já emite a sua NF-e e a sua NFS-e. Não é um certificado novo, nem outro custo.

O que acontece com o PDF:

  • ele recebe uma assinatura criptográfica (PKCS#7/CMS) que fica embutida no arquivo;
  • qualquer alteração posterior, mesmo de um caractere, quebra a validação;
  • aparece um carimbo visível com o nome e o CNPJ da empresa, no ponto onde você escolher.

O cliente não precisa de nada. Não instala, não cadastra, não assina. Ele recebe um PDF que se identifica sozinho.

Onde isso faz sentido: comprovante de baixa, recibo, segunda via, qualquer documento que você emite e manda — e que não deveria poder ser editado no caminho. No InfoKaw, o recibo de baixa de contas a receber e a pagar sai assim, e os formulários do lançamento também podem sair.

Assinatura eletrônica: o cliente assina

Aqui o movimento é o contrário. O documento vai para a outra parte, e ela assina.

Não é certificado. É um link: o signatário abre, confere, assina. O que fica registrado é quem assinou, quando e de onde — e esse registro é o que sustenta o documento depois.

Onde isso faz sentido: contrato, ordem de serviço, orçamento aprovado, termo de entrega, autorização. Tudo que depende do de acordo de alguém de fora.

Exigir certificado digital nesses casos é empurrar o cliente para a solução que ele conhece: imprimir, assinar, fotografar e mandar no WhatsApp. O que você recebe de volta é uma foto, e foto não prova nada.

Por que as duas no mesmo documento

Esta é a parte que costuma passar despercebida.

Uma ordem de serviço pode sair da sua empresa carimbada com o certificado — provando que aquele documento, com aqueles valores, é seu — e ir para o cliente assinar eletronicamente por cima disso.

As duas camadas se somam:

Assinatura digital Assinatura eletrônica
Quem assina a sua empresa o cliente
O que prova origem e integridade concordância
O cliente precisa de quê nada um celular
Custo por documento nenhum (usa o A1 que você já tem) o da plataforma

No InfoKaw, ao mandar um formulário do lançamento para assinatura, você escolhe se ele vai carimbado com o certificado da filial — e onde o carimbo entra na página. O cliente recebe o link e assina em cima do documento já identificado.

O que a nossa assinatura com certificado NÃO faz

Aqui vale ser direto, porque esse detalhe raramente é dito por quem vende:

Não há carimbo de tempo (TSA). A data registrada é a do servidor, não a de uma autoridade de tempo independente.

Não há consulta de revogação (CRL/OCSP) embutida. A validação depende de o certificado estar vigente no momento em que alguém for conferir.

Na prática isso significa: a assinatura serve muito bem para provar origem e integridade no uso corrente — recibo, comprovante, formulário que circula entre você e o cliente. Para validade de longo prazo, o padrão é o PAdES-LTV, que exige contratar um serviço de carimbo de tempo. Hoje isso não está incluído.

Se o seu caso é guardar um documento por dez anos e precisar que ele se valide sozinho daqui a uma década, essa é uma conversa a ter antes, não depois.

E mais um comportamento que vale conhecer: no recibo de baixa, a assinatura é best effort. Se a filial estiver sem certificado configurado, com senha errada ou com o certificado vencido, o sistema registra o problema e imprime o documento assim mesmo, sem assinatura. A impressão não para por causa disso — o que é a decisão certa para um balcão, e uma coisa que você precisa saber que acontece.

Como escolher

Três perguntas resolvem a maioria dos casos:

  1. Quem precisa concordar com esse documento? Se é só a sua empresa emitindo, é certificado. Se tem outra parte, é eletrônica.
  2. O cliente teria certificado digital? Se a resposta é “a maioria não”, a assinatura eletrônica é o único caminho que realmente funciona.
  3. Esse documento precisa provar alguma coisa daqui a quantos anos? Se a resposta passa de alguns anos, pergunte sobre carimbo de tempo — de nós e de qualquer fornecedor.

O que não é assinatura

Para fechar, três coisas que circulam como se fossem e não são:

  • Foto do papel assinado. Prova que existiu um papel. Não prova quem assinou nem que o conteúdo é aquele.
  • “Ok” no WhatsApp. Tem valor como indício, e é melhor que nada. Não é a mesma coisa que uma assinatura com registro de autoria.
  • PDF com imagem de assinatura colada. É um desenho dentro de um arquivo editável.

A diferença entre esses e uma assinatura de verdade só aparece quando alguém contesta. É exatamente o momento em que não dá mais para resolver.

Quer entender qual das duas o seu documento precisa? A gente olha junto o seu fluxo.

Fala com a gente: (44) 99942-2829

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